Atualmente (2021) em estágio pós-doutoral em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Possui graduação em Letras pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (1997), mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e doutorado em Ciências da Linguagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2016). Membro associado da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN). Membro associado da Associação Latino-Americana de Estudos do Discurso (ALED). Membro pesquisador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiro da Universidade Regional de Blumenau (Neab/Furb - CNPq); integrante do grupo de estudos Linguagem, Enunciação, Discurso (LED, Unicamp); integrante do grupo de estudos Língua em Contato (UFSC); integrante do grupo de estudos Semiótico LabOrino (USP) e integrante do Alteritas - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Diferença, Arte e Educação da UFSC.
Doutoranda em Linguística pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB/PPGLin); Tutora na Especialização em Gestão Pública Municipal Ead (UAB/MEC/Bolsista CAPES/UESB); Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Semântica (GEPES) e do Grupo de Pesquisa Práticas, Escritas e Narrativas (GPPEN).
Objetivamos, neste artigo, refletir sobre os modos de significação da (in)certeza em enunciações na contemporaneidade. Para tanto, como materialidade para análise, selecionamos alguns atos de fala do presidente da República Jair Bolsonaro durante seu governo (2019-2022) e mais outros que se deram pouco antes, durante sua campanha eleitoral. Estes dizeres validam armar o povo brasileiro sob a justificativa de ser uma política de segurança pública que irá combater a “bandidagem”, além de evitar uma “ditadura comunista”. Para as análises, tomamos a certeza e a performatividade da linguagem a partir de estudos de Austin [1962]/(1990) e Elias de Oliveira (2020), dialogando com trabalhos de Wittgenstein (1969), Derrida (1990) e Butler (2003), além de perspectivas teóricas que vêem o corpo performático em sua discursividade como acontecimento social/político. Assim, observamos nas relações entre palavra e corpo, que dizer é fazer, visto que o gesto presidencial legitima o Estado e os traficantes e as milícias a violentar e matar, sobretudo, a população negra, indígenas, trans, operários, trabalhadores rurais e refugiados. Também analisamos a política de morte e a gestão da saúde no cenário pandêmico que apresentou inverdades como certezas.
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