Esse artigo pretende delimitar um componente popular nas narrativas romanescas da Antiguidade grega a partir da constituição de um herói não idealizado e que tem origens ou frequenta os estratos mais baixos da sociedade. A aproximação a esse universo se dará através do exame do lugar que esses personagens ocupam na escala social, em vista, sobretudo, da exploração da força de trabalho, estendendo-se a análise a semelhanças estruturais entre as Romance de Esopo e Lúcio ou o asno, do Pseudo-Luciano.