v. 15 n. 23 (2020): Autores no exílio; exílio nas obras literárias: banimento, refúgio ou retiro

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Exílio – pequena palavra em que cabe uma numerosa diversidade de ocorrências, situações, realidades concretas. Quantas vivências, representações e imagens nela ressoam? Quantas impressões, evocações e associações ela contém? Quantas emoções, sentimentos e ressentimentos ela condensa? Quantas alegrias e felicidades, quantos abalos, feridas, traumas, destruições? Uma infinidade!
Porém, se nos circunscrevermos à caracterização do fenômeno e à definição lexical do termo, constata-se que a polissemia do vocábulo costuma remeter a três tipos de situação, causa ou motivação do exílio.
A) Por um lado, o desterro forçado, seja por imposição de um poder, seja para tomar distância e fugir de ameaças, perseguições, perigos, repressões.
B) Por outro lado, a expatriação voluntária como fruto de uma livre escolha, seja para sair em busca do novo, ir atrás de uma vida melhor ou valer-se de uma oportunidade, seja para contornar limitações, dificuldades, obstáculos, proibições, etc., seja para responder a um apelo (íntimo ou não) que é atendido em consideração a aspirações, ideais e valores pessoais ou culturais de ordem artística, humanística, política, profissional, religiosa ou outras.
C) Outrossim, por extensão e no sentido figurado, a palavra refere às diversas formas de afastamento ou distanciamento do convívio social, de refúgio ou retiro em um local ermo para dedicar-se a uma obra, atividade ou exercício artístico-literário, ecológico, intelectual, mental, ético, espiritual, religioso, místico ou outro.

Publicado: 2020-06-08

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