Teatro de Rua: arte público-política das margens periféricas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.153232

Resumo

Este artigo trata de um estudo analítico do espetáculo Pelas Ordens do Rei que Pede Socorro, do paulistano grupo de teatro de rua O Buraco d’Oráculo. Nele, é questionada a instabilidade da composição da peça como ato, espetáculo e performance. Além de tecer comentários sobre a encenação gravada em um dos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a análise expõe a importância da atuação de um grupo periférico em defesa do teatro como ação democrática.

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Biografia do Autor

Rodrigo Lopes dos Reis, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Campinas/SP, Brasil

Doutorando em Artes da Cena pela Universidade Estadual de
Campinas- UNICAMP. Mestre em Letras pela UNIFESP, sob a linha de pesquisa Estudos
Literários– Questão de representação: formas estéticas, práticas retórico-poéticas e suas
(re)apropriações. Possui formação em Teatro (Núcleo de Formação do Ator) pela Escola
Livre de Teatro de Santo André. Foi ator convidado no espetáculo "Cabras- cabeças que
voam, cabeças que rolam" (direção de Maria Thais, texto de Luis Alberto de Abreu). Junto
a O Buraco d'Oráculo atuou em "Pelas ordens do reis que pede socorro" e como ator/
palhaço apresentou reprises circenses no "Causos de Riso". É integrante do grupo
Manjarra e pelo grupo tem apresentado o espetáculo "Sambada de Reis" (direção de
Alício Amaral e Juliana Pardo). No projeto escola da Cia Mundu Rodá, primeira edição,
estudou danças para os Orixás (orientados por Welington Campos e Alexandre Buda),
Caixa do Divino Espírito Santo (com Bartira Menezes), Teatro (além de estudo teórico
Ameríndio orientado por Maria Thais e Antonio Salvador), Racismo negro (estudo teórico
com Salloma Salomão), Teatro e Danças brasileiras: cavalo marinho, maracatu rural,
caboclinho (com Alício Amaral, Juliana Pardo). Na segunda edição, aprofundou outros
estudos como Maracatu Rural (orientação de mestre Nico), Caboclinho de Goiana (sob
orientação de Geane), e além disso, circulou com apresentações do experimento cênico
"Manifesto das margens" (direção Alício Amaral e Juliana Pardo). Com a Cia Mundu Rodá
participa dos espetáculos "Vida de cão, coração de herói" (direção de Juliana Pardo) e
"Arigós- bandeira, espinha-de-peixe, cara-de-gato" (direção de Antonio Salvador).
Também junto da Cia Mundu Rodá, participou do 17° ISTA (International School of
Theater Anthropology) e apresentou o espetáculo "Anastasis (Resurrection)" (direção de
Eugenio Barba).

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

Lopes dos Reis, R. (2026). Teatro de Rua: arte público-política das margens periféricas. Cena, 44(2). https://doi.org/10.22456/2236-3254.153232