O Tempo e a Morte Como Potências Sustentáveis e Inovadoras em Dança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.150333

Resumo

O presente texto aborda a relação entre tempo e morte como potências sustentáveis e inovadoras na dança, a partir de uma entrevista-conversa com a bailarina Ana Medeiros, realizada no contexto de uma pesquisa de doutorado em Artes Cênicas da UFRGS. A investigação propõe compreender como corpos maduros permanecem em dança, enfatizando a importância dos processos de transformação, finitude e continuidade na construção artística. A conversa evidencia a oralidade como ferramenta de ressignificação das memórias e experiências, destacando a dança como prática indissociável da vida cotidiana. A trajetória de Ana Medeiros revela deslocamentos estéticos e existenciais, desde sua formação inicial no ballet clássico até o encontro com a dança moderna de Martha Graham e, posteriormente, com o butoh. O texto discute a morte não como interrupção, mas como elemento constitutivo da vida e da criação artística. Assim, a morte torna-se condição para a renovação da vida e da arte e a dança é compreendida como um modo de existir que integra vida, morte e transformação em fluxo contínuo.

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Biografia do Autor

Thais Regina Villanova Petzhold, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre/RS, Brasil

Mestre e doutoranda em Artes Cênicas no PPGAC da UFRGS. Artista, pesquisadora e professora em dança. Atua em cena e para a cena desde 1989. Suas pesquisas acadêmicas estão voltadas para a etnografia e auto-etnografia observando a intersecção entre práticas artísticas e cotidianas como simultâneas experiências formadoras dos processos e produtos da dança.

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

Villanova Petzhold, T. R. (2026). O Tempo e a Morte Como Potências Sustentáveis e Inovadoras em Dança . Cena, 44(2). https://doi.org/10.22456/2236-3254.150333