O Rio Te Chama: matrizes afro-diaspóricas na criação cênica
DOI :
https://doi.org/10.22456/2236-3254.148090Résumé
O texto aborda um experimento cênico que teve como matrizes de criação um viés que atrela a descolonização e a ancestralidade. O Rio Te Chama foi espetáculo resultado da experimentação de referenciais culturais nordestino, negro e afro-diaspórico como inspiração para a estruturação cênica, a partir da lenda do Cabeça de Cuia, do Piauí, utilizada como pano de fundo para o entrelaçamento de diversos travamentos históricos, como desigualdade social, racismo, afrodescendência, religiões de matrizes africanas, crenças, costumes e identidade social. Destrinchando as características da cena e do espetáculo, buscou-se engendrar as premissas do processo de criação, em que cultura, regionalismo, racismo e sociedade se entrecruzam em movimento, poética e estética.
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