O RELATO BORDEJANTE DO REAL TRAUMÁTICO DA GUERRA EM CAMPO MINADO, DE LOLA ARIAS: SILÊNCIOS, PAUSAS E A RECUSA A REPRESENTAR A TORTURA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.104249

Resumo

Os traumas de guerra condicionam corporal e psiquicamente os sujeitos a retornarem repetidamente a eles em revivências corporais, seja em sonhos, seja quando lembram dos acontecimentos da guerra. A partir da teoria psicanalítica dos traumas de guerra e de trechos de cenas de Campo Minado de Lola Arias, neste artigo, mostramos que escutar traumas de guerra no palco demanda uma disponibilidade da direção da cena e dos espectadores em perceber que o real traumático se apresenta precisamente nas pausas, nos silêncios, no momentos em que os atores cessam de dizer.


Palavras-chave

Atores Não Profissionais. Guerra das Malvinas. Minefield. Teatro Documentário.  Teatro do Real.



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Biografia do Autor

Giorgio Zimann Gislon, Doutorando no PPGT-UDESC, bolsista CAPES-FAPESC.

Doutorando em Teatro no PPGT-UDESC com projeto de pesquisa sobre o teatro com não atores e dispositivos de interação dos grupos Rimini Protokoll, Lola Arias, Cia Hiato, opovoempé e ERRO Grupo, sob orientação do prof. Dr. Stephan Baumgartel. Realizo a atividade de extensão "Laboratório de escritas teatrais", parte do projeto "Encontro com o dramaturgo". Possuo Mestrado em em Artes em Estudos Latino-Americanos - Leiden University (2013) e Mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2015)

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Publicado

2021-04-20

Como Citar

Gislon, G. Z. (2021). O RELATO BORDEJANTE DO REAL TRAUMÁTICO DA GUERRA EM CAMPO MINADO, DE LOLA ARIAS: SILÊNCIOS, PAUSAS E A RECUSA A REPRESENTAR A TORTURA. Cena, (33), 64–73. https://doi.org/10.22456/2236-3254.104249

Edição

Seção

Artigos