“Só Gente Jovem Pode Fazer Teatro?”: reflexões sobre práticas teatrais na senescência
DOI:
https://doi.org/10.22456/2236-3254.150140Resumo
O presente artigo discute práticas artístico-pedagógicas desenvolvidas no campo do teatro voltadas para pessoas com 50 anos ou mais, questionando os limites impostos pela lógica do virtuosismo corporal que por vezes se faz presente no ensino das artes cênicas. A partir da pergunta provocadora “Só gente jovem pode fazer teatro?”, o texto apresenta dois relatos de experiência, sendo eles: uma oficina realizada como parte de um estágio curricular supervisionado e outra vinculada a um projeto de pesquisa com foco na memória. Ambas as atividades foram desenvolvidas em contextos extensionistas e tiveram como objetivo central valorizar os corpos, as histórias e as subjetividades das participantes. As ações pedagógicas foram baseadas em jogos teatrais, improvisações e narrativas autobiográficas, promovendo espaços de escuta, criação e pertencimento. Os autores discutem então como as práticas improvisacionais e os procedimentos de escuta podem configurar modos de ensinar e fazer teatro que valorizam a experiência acumulada pelos corpos envelhecidos. Defende-se, assim, a potência performativa do corpo envelhecido e a importância de metodologias sensíveis e dialógicas no ensino de teatro, capazes de reconhecer a diversidade de experiências como matéria-prima para a cena.
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