Re-existência do ensino de teatro na escola básica: uma experiência de estágio supervisionado no ensino remoto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.125188

Resumo

O presente ensaio aborda a experiência do estágio supervisionado num colégio de aplicação durante o período em que estivemos trabalhando com o Ensino Remoto Emergencial. Partimos do princípio que, apesar de estarmos impedidos de trabalhar na escola física, manter o ensino de teatro em suas especificidades – considerando os limites das plataformas digitais – junto a nossos licenciandos e licenciandas era uma forma de reforçar e afirmar o lugar das Artes Cênicas no currículo da escola básica, em contraposição às agendas neoliberais e coloniais conteudistas. Partimos do conceito de re-existir, tal como proposto pelo ator e diretor teatral José Celso Martinez, como uma fusão do termos resistência existência.Entretanto, não legitimamos a virtualidade como uma possibilidade futura para a Educação, principalmente, a Educação Básica. Acreditamos que era preciso explorar a plataforma digital naquele momento emergencial para manter a arte teatral no cotidiano educacional de jovens e crianças. Entendemos que escola é convívio e construção de alteridade e que o teatro é arte do presente e da presença.

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Biografia do Autor

Andrea Pinheiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

Possui graduação em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(2000), graduação em Bacharelado em Teatro - Interpretação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(2003) e mestrado em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO-2009). É contadora de histórias do grupo OS TAPETES CONTADORES DE HISTÓRIAS desde 1998 e PROFESSORA DE ARTES CÊNICAS do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ) desde 2001. Coordena o projeto de pesquisa Teatro em Gotas desde 2004, participa do projeto EncenaAÇÃO desde 2005 e assumiu a coordenação do mesmo desde 2018. Também participa dos projetos Laboratório de Produção Teatral na Escola e Conversas sem Fim desde a sua criação, em 2014.

Maksin Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro  - UNIRIO e possui Licenciatura em Teatro pela mesma universidade. É professor de teatro e circo. É professor de Artes Cênicas no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - CAp-UFRJ e. Já atuou como idealizador, coordenador e professor da Escola de Circo Social de Volta Redonda (2012) e em cursos livres oferecidos por diversas instituições como Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro ? SESC Rio (desde 2012). É pesquisador das artes cênicas com ênfase em Teatro em Comunidades, Circo e Palhaçaria. É ator, artista circense, produtor e diretor teatral tendo atuado em espetáculos junto à Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades, dirigida por Ligia Veiga (2008-2013), Teatro de Operações (2009 ? 2011), Cia Pequod (2018) e Magnífica Trupe de Variedades (desde 2009). Premiado pela Lei Aldir Blanc, no âmbito da linha Arte e Escola (2021), contemplado com o Prêmio Realidades atuais para o trabalho em artes: propostas de ação (2020), oferecido por uma parceria entre a Escola de Música da UFRJ e a FUNARTE, pelo Prêmio de Incentivo à Cultura de Volta Redonda (2008), o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas nas Ruas (2009), o Prêmio FUNARTE Carequinha de Estímulo ao Circo (2010), além de prêmios de melhor ator e melhor espetáculo em diversos festivais de teatro e cinema pelo país.

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Publicado

2022-10-07

Como Citar

do Nascimento Palacios, C., Pinheiro, A., & Oliveira, M. (2022). Re-existência do ensino de teatro na escola básica: uma experiência de estágio supervisionado no ensino remoto. Cena, 22(38), 01–09. https://doi.org/10.22456/2236-3254.125188