Uma análise inicial para os hipocorísticos do português brasileiro: morfologia avaliativa, molde prosódico e restrições fonológicas
DOI :
https://doi.org/10.22456/2236-6385.130495Résumé
Neste trabalho, analisamos os hipocorísticos mais comuns para cada um de 100 antropônimos do português brasileiro e defendemos que são um fenômeno gramatical e previsível. Em termos morfofonológicos, mostramos que eles são essencialmente monossílabos ou dissílabos e que seu conteúdo segmental é determinado pela manutenção de posições proeminentes do antropônimo (parte inicial ou sílaba acentuada). Em termos teóricos, analisamos os hipocorísticos no cerne da Morfologia Distribuída e propomos que eles são formados por um morfema avaliativo que recebe um item de vocabulário específico cuja exponência é dada por um afixo prosódico (um molde de sílaba ou pé segmentalmente deficiente) e que seu conteúdo segmental é preenchido na fonologia pós-sintática que permite a atuação de restrições de ancoragem e de marcação.
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© César Marangoni Junior 2023

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