Bugre: os seres simbiontes de Manoel de Barros
DOI :
https://doi.org/10.22456/2236-6385.134797Résumé
A pesquisa provém da leitura da herança de bugre nos escritos de Manoel de Barros como lógica poética. O olhar para baixo gera a descentralização do humano. No perspectivismo ameríndio essa relação também está presente, conforme se verá pelo estudo de Eduardo Viveiros de Castro. A partir da reflexão de que todos os seres viventes estão imersos em conjunto na atmosfera, é possível conceber a mistura universal, pensamento discutido por Emanuele Coccia através da sabedoria vegetal. A questão, portanto, é identificar no exercício poético de Manoel de Barros elementos construtores de uma perspectiva da mistura, em que fique evidente a permeabilidade dos seres simbiontes nos poemas selecionados de O Livro das Ignorãças (1993) e Retrato do Artista Quando Coisa (1998).
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© Antônio Augusto Lopes Filho, Susana Scramim 2024

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