Sentenças mediais no PB

considerações sobre o clítico "se"

Autori

  • Letícia Lucinda Meirelles Universidade Federal de Uberlândia
  • Pablo Nunes Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-6385.153516

Abstract

Este artigo investiga o estatuto do clítico se em sentenças mediais do português brasileiro, com o objetivo de determinar se há um se específico da alternância medial. Com base em dados empíricos da literatura e em testes linguísticos envolvendo as noções de genericidade e agentividade, argumentamos que a alternância medial no PB não requer o clítico se: há mediais bem formadas sem o clítico, inclusive com verbos de afetação. Quando o se aparece com verbos como vender e preparar, a leitura é a de impessoalização, com sujeito nulo indeterminado. Já nas mediais com verbos de mudança de estado, o clítico se é analisado como incoativo, não como marcador medial, sendo o mesmo da variante anticausativa.

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Biografie autore

Letícia Lucinda Meirelles, Universidade Federal de Uberlândia

Professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Doutora em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Pablo Nunes Ribeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Pubblicato

2026-06-17

Come citare

MEIRELLES, Letícia Lucinda; RIBEIRO, Pablo Nunes. Sentenças mediais no PB: considerações sobre o clítico "se". Cadernos do IL, [S. l.], n. 71, p. 37–61, 2026. DOI: 10.22456/2236-6385.153516. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/153516. Acesso em: 22 ago. 2026.

Fascicolo

Sezione

Artigos de estudos linguísticos