Como chegamos aqui? Medo e ressentimento na sociedade pré-Gilead

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-6385.101076

Palabras clave:

fascismo, populismo, literatura, Margaret Atwood.

Resumen

A segunda década do século XXI evidenciou uma virada populista no cenário político mundial, articulando uma retórica de construção de povo e, em alguns casos, um antipovo. A literatura não se isenta dessas preocupações, elaborando-as através de suas próprias estratégias narrativas, produzindo novos contextos especulativos que ensejam explorar as inúmeras possibilidades que o presente apenas sugere. O presente artigo busca refletir sobre como as narrativas Os Testamentos (2019) e O Conto da Aia (2017) apresentam a emergência de um regime fascista dentro de uma democracia considerada sólida. Para isso, procura-se reconstruir o contexto prévio à emergência do regime, procurando-se compreender as operações retóricas utilizadas para traduzir medo e frustração em ressentimento e vitimização.

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Biografía del autor/a

Lucas Demingos de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Atualmente, é doutorando em Teoria, Crítica e Comparatismo pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui graduação em Licenciatura em Língua Alemã e Literaturas de Língua Alemã pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2017) e mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2019). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: luta por reconhecimento, trauma, precariedade, literatura comparada e hermenêutica.

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Publicado

2020-08-19

Cómo citar

DEMINGOS DE OLIVEIRA, Lucas. Como chegamos aqui? Medo e ressentimento na sociedade pré-Gilead. Cadernos do IL, [S. l.], n. 60, p. 117–135, 2020. DOI: 10.22456/2236-6385.101076. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/101076. Acesso em: 18 ago. 2026.

Número

Sección

Artigos de estudos literários