A alegoria do matadouro na poesia de Golgona Anghel

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-6385.144724

Resumo

Este artigo investiga a poética de Golgona Anghel através da análise da imagem do matadouro como uma figuração do mundo contemporâneo. Para isso, são mobilizadas considerações teóricas de matriz biopolítica (Giorgi, 2011; 2016; Maciel, 2016; 2023). Tendo em vista o caráter alegórico da poesia portuguesa contemporânea (Martelo, 2008; 2009) e com base em um levantamento léxico-imagético de termos pertencentes ao campo semântico da produção de carne, depreende-se o espraiamento da questão em foco na obra de Anghel. Seja pela construção da paisagem, seja pela representação de figuras humanas, a configuração dos poemas dá a ver a precarização da vida flagrante no horizonte contemporâneo, diluindo as fronteiras entre as zonas de vida e de morte, entre humanos e não humanos.

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Biografia do Autor

Júlio César de Araújo Cadó, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgEL/UFRN). É mestre em Estudos da Linguagem (Literatura Comparada) e licenciado em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas pela mesma instituição. E-mail: julioccado@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3304-8022.

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Publicado

2025-06-07

Como Citar

CADÓ, Júlio César de Araújo. A alegoria do matadouro na poesia de Golgona Anghel. Cadernos do IL, [S. l.], n. 68, p. 274–291, 2025. DOI: 10.22456/2236-6385.144724. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/144724. Acesso em: 22 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos de estudos literários