VERISSIMO, MASSINI E PENNACCHI: O LEITOR IMPLÍCITO INTÉRPRETE DA SOCIEDADE
Abstract
Em 2002, a crônica “A audácia!”, de Luis Fernando Verissimo, provocou comentários desviantes dos leitores por desconsiderarem alguns recursos estilísticos empregados pelo autor, em particular a ironia. A crônica apresenta um narrador em primeira pessoa que se coloca como intérprete da realidade, projetando um leitor implícito capaz de perceber o não-dito e de fazer uma leitura pelo avesso das afirmações contidas no texto. De forma análoga são estruturados os textos de Stefano Massini, “Trump è in me”, recitado em 2026, e “40 giorni all’alba”, de Andrea Pennacchi, um monólogo de 2023. Este artigo propõe a análise das semelhanças e diferenças entre os textos mencionados, considerando as condições de recepção e os elementos estilísticos que delimitam as possibilidades de fruição dos mesmos.
PALAVRAS-CHAVE: Luis Fernando Verissimo; Stefano Massini; Andrea Pennacchi; Textos breves;
Recepção.