O TORTUOSO CAMINHO ENFRENTADO PELAS MULHERES PARA TER ACESSO AO LIVRE DIREITO DE ADVOGAR

Autores

  • Ivone Massola Universidade de Caxias do Sul

Palavras-chave:

A Mensageira, bacharelismo, exercício da advocacia, mulheres, STF

Resumo

Neste artigo, analisa-se o contexto social, político e jurídico do acesso das mulheres ao ensino, no final do século XIX e início do XX, principalmente, para as que pretendessem exercer a profissão da advocacia, a partir do que foi publicado na imprensa da época, em especial na Revista A Mensageira (1897 a 1900). O objetivo é analisar a cultura do bacharelismo no Brasil, requisito para os homens ocuparem cargos decisivos, embora as mulheres já começassem, ainda que timidamente, a se formarem nas faculdades de Direito, porém sequer conseguiam advogar, e nem preencher cargos públicos de prestígio. Do estudo relacionado ao exercício da profissão da advocacia, é resgatada, parcialmente, a história de Myrthes de Campos, a primeira advogada do Brasil, que enfrentou esse preconceito para poder exercer essa profissão. Como resultado, destaca-se que as mulheres até conseguiam colar grau em Direito no final do século XIX e início do XX, no entanto, para poderem se registrar no Instituto Nacional dos Advogados do Brasil, entidade que precedeu a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), tiveram que enfrentar o preconceito contra o exercício profissional e provar que uma mulher poderia ser “mulher advogado”.

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Biografia do Autor

Ivone Massola, Universidade de Caxias do Sul

Ivone Massola é Graduada em Direito pela Universidade de Caxias do Sul e Licenciada em Letras pelo IFRS. Possui Mestrado em Direito (Direitos Sociais e Políticas Públicas), pela Universidade de Santa Cruz do Sul e Doutorado em Letras pela UCS/UnirRitter. É Professora da Universidade de Caxias do Sul. Atua como Coordenadora do Curso de Direito do CFAR e coordena o Núcleo de Praticas Jurídicas da UCS/CARVI. Tem experiência na área do Direito e Administração, com ênfase em Administração com Habilitação em Recursos Humanos e Prática Jurídica Trabalhista e SAJU. Tem a co-coordenação dos cursos de especialização em Direito e Processo do Trabalho, Direito Tributário e Direito Imobiliário Notarial. Atua principalmente nos seguintes temas: Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, Previdenciário e Prática Jurídica simulada e real. Pesquisa sobre o dano existencial e as suas interfaces com o jurisprudencialismo e a teoria do efeito de Iser, buscando a interdisciplinaridade entre Letras e Direito. É advogada militante da Ordem dos Advogados do Brasil.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

DOSSIÊ: Ecoando vozes: o legado de A MENSAGEIRA