JÚLIA CORTINES, UNDEAD
Resumo
RESUMO: O propósito deste ensaio é examinar de perto a poesia de Maria Júlia Cortines Laxe, ou simplesmente Júlia Cortines (Rio Bonito, 12 de dezembro de 1868 — Rio de Janeiro, 1948) enquanto instância em que uma linguagem e consciência se desenvolvem na forma de poesia. Meu argumento é que esse desenvolvimento coincide com o desenvolvimento filosófico da mente, mas afasta-se dele em pontos chave, tornando-se distintamente poético. A maioria dos poucos comentadores da obra de Cortines já reconheceu a proximidade de sua poesia ao pensamento filosófico, mas não logrou demonstrar no que ela consiste e qual seu formato único. De que tipo de pensamento filosófico a poesia de Cortines se aproxima e por que sua linguagem é particularmente poética é o que pretendo revelar ao longo desta leitura.
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem Poética; Filosofia; Poesia; Júlia Cortines.