CULPA E MORALIDADE DO TRABALHO: o corpo como palco da produtividade
Palavras-chave:
Culpa, Superego, Corpo, Moralidade, TrabalhoResumo
O estudo analisa a moralização do trabalho na sociedade contemporânea a partir das contribuições de Jessé Souza, articulando-as à psicanálise freudiana para compreender seus efeitos sobre o corpo e a subjetividade. Parte-se da crítica à ideologia meritocrática, que converte a produtividade em critério moral de valor social, naturalizando desigualdades estruturais e deslocando contradições sociais para o plano individual. Argumenta-se que essa moral do desempenho é internalizada por meio da culpa superegóica, operando como mecanismo psíquico de autocobrança. Nesse processo, o corpo assume papel central como espaço de inscrição das exigências de eficiência, disciplina e disponibilidade permanente, sendo frequentemente responsabilizado pelo fracasso, cansaço ou adoecimento. Ao articular sociologia crítica e psicanálise, o trabalho evidencia como a lógica produtivista atravessa o psiquismo, produzindo formas específicas de sofrimento psíquico que extrapolam a dimensão econômica.
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Referências
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