FONTES HISTÓRICAS E APROPRIAÇÕES TEÓRICAS NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA: a problemática dos vieses e os desafios do presente

Autores

Palavras-chave:

Teoria da história; historiografia brasileira; Apropriações teóricas, Vieses.

Resumo

No limite de uma suposta posição periférica, a historiografia brasileira mantém como perene usos e abusos de referenciais teóricos formulados em outros contextos geográficos e temporais. Essa constante assume muitas vezes o leitmotiv das iras de inovação e sofisticações temáticas, metodológicas e teóricas em território nacional. Por vezes, do outro lado da moeda, uma massa de trabalhos se valem desses referenciais de forma descontextualizada, o que provoca análises condicionadas e deformações dos próprios referenciais teóricos. Procuramos delimitar as possibilidades e os limites de usos de formulações teóricas estrangeiras em contraposição à análise de objetos, temas e problemáticas específicas da nossa realidade nacional na perspectiva dos chamados “vieses”. Assim, de que maneira a teoria se converte de ferramenta de apoio e ordenação da “operação historiográfica” (Certeau) para mordaça de enquadramento e deformação de nossos objetos de investigação? E quais as formas com que se pode enfrentar esse problema sem priorizar os referenciais teóricos ou a pura empiria factual em detrimento de uma interpretação de história? A partir dessas questões esperamos contribuir para uma ética de pesquisa e reflexão que leve em conta também a dimensão da teoria no ofício dos historiadores.

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Biografia do Autor

Alexandro Neundorf, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Graduado em História (2001-06), Mestre em História (2007-09) e Doutor em História (2009-13) na Linha Cultura e Poder pela Universidade Federal do Paraná. Entre 2013 e 2020 atuou como professor auxiliar (posteriormente como professor adjunto) do curso de História, Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR. Entre 2021 e 2022, como professor substituto na Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL. Desde 2024 é professor Assistente na Universidade Federal do Pará. Áreas de interesse: história intelectual; teoria da história e historiografia; cultura e identidades; fronteiras; transferências culturais e dinâmica da cultura.

Aruanã Antonio dos Passos, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Docente do Departamento Acadêmico de Ciências Humanas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Pós doutorado em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutor em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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Publicado

01-04-2026