PEDAGOGIAS VISUAIS A CONTRAPELO NO CARNAVAL CARIOCA: tensões entre po´lítica, religião e festa durante o governo Marcelo Crivella
Palavras-chave:
carnaval, artes, educaçãoResumo
Este artigo investiga como os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, entre 2018 e 2019, reagiram às tentativas de controle moral e de desmonte cultural promovidas pela gestão de Crivella, marcada por valores teocráticos e conservadores. A partir de uma abordagem qualitativa e documental, analisamos dez reportagens publicadas nos portais G1 e UOL, coletadas com base nas palavras-chave “Crivella Carnaval”, a fim de compreender as tensões entre poder público, religião e cultura popular. Dialogando com Leda Maria Martins (2023) e Antonio Negri (2017), interpretamos o carnaval como prática estética e pedagógica de resistência — uma pedagogia visual que ensina a ver o mundo pela contramão da moralidade dominante. Os resultados revelam que, diante do corte de verbas e do discurso de desvalorização da festa, as escolas de samba, especialmente a Mangueira, transformaram o desfile em gesto político, reafirmando o carnaval como espaço de crítica, criação e reexistência coletiva.
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Referências
BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1958.
Deixa Falar: dos pioneiros à Apoteose, um diálogo sobre os sentidos de ‘escola’ nas escolas de samba. REVISTA POIÉSIS, [S. l.], v. 20, n. 33, p. 15–40, 2019. DOI: 10.22409/poiesis.2033.15-40. Disponível em: https://periodicos.uff.br/poiesis/article/view/29116. Acesso em: 24 out. 2025.
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MEIRELES, Cecília. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021
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