CLAUDIA WONDER: gênero, música e Filosofia

Autores

  • Marcio Almeida Nicolau Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Claudia Wonder, gênero, performatividade

Resumo

Este texto analisa a vida-obra da travesti Claudia Wonder, investigando as relações entre gênero, subjetivação e poder no Brasil dos anos 1980. Aborda a emergência de subjetividades travestis, enfatizando a relacionalidade. O foco está nos textos autobiográficos de Wonder e nos registros fílmicos de suas performances que transformam a vida em um ato ético e estético. Ao destacar essas histórias, a pesquisa mostra como elas vibram na pulsação artística e política do período. Inspirado por Michel Foucault e Judith Butler, esse estudo entende a subjetivação como tensão entre forças que tanto constroem quanto sujeitam os indivíduos. Wonder, ao performar sua existência, se constrói e se transforma, buscando uma verdade em constante reinvenção. Num tempo em que “o pessoal é político” tornou-se filosofia, ela encarna a prática de liberdade e cuidado de si, traduzindo o desejo coletivo de um país novo, onde cada gesto e canção são um ato político.

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Publicado

01-04-2025

Edição

Seção

Filosofia, Direito, Literatura e Psicanálise