ENTRE SCHOLÉ E DESEMPENHO: a educação contemporânea como campo de tensão e resistência
Palavras-chave:
Capitalismo cognitivo, Pedagogização da vida, Sociedade do desempenho, Tempo contemplativoResumo
Este artigo investiga os deslocamentos contemporâneos que reconfiguram a educação sob as lógicas do capitalismo cognitivo e da sociedade do desempenho. Partindo das análises de Jorge Larrosa, Byung-Chul Han,Walter Benjamin, Vilém Flusser e Giorgio Agamben, o texto problematiza a dissolução da separação entre trabalho e aprendizado, bem como a subordinação da escola às demandas produtivistas, investigando as interseções entre a capitalização da vida, a pedagogização do sujeito e a fragmentação da atenção. Ao questionar o apagamento das distinções entre tempo útil e contemplativo, propõe-se a ressignificação da educação como espaço de suspensão e resistência, onde o saber possa ser cultivado para além das exigências de mercado. O artigo também aponta para a dimensão de religiosidade presente nos dois tipos de comportamento, ressaltando a inatividade como potência criativa. O artigo, desse modo, apresenta possibilidades de linhas de fuga e mudança, reafirmando a potência do tempo contemplativo e da diferença como atos de subversão.
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