Revisitando as primeiras diretoras de cinema brasileiras: os caminhos da pesquisa histórica e os métodos de análise (1930-1951)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1983-201X.146085Palavras-chave:
diretoras de cinema, estudos de gênero, feminismo, história do cinema brasileiroResumo
Entre as décadas de 1930 a 1940 as mulheres chegaram à direção de cinema no Brasil, enfrentando preconceitos e dificuldades materiais de produção. Cléo de Verberena, Gilda de Abreu e Carmen Santos atuaram também como atrizes e produtoras, exercendo várias funções artísticas ao longo da carreira. Se a história do cinema brasileiro não priorizou o estudo sobre as primeiras cineastas, a partir dos anos 1990 a trajetória e a filmografia destas mulheres foi tema de trabalhos acadêmicos na área de comunicação e história. O artigo reconstrói o percurso de mais de 30 anos dos estudos sobre as primeiras diretoras de cinema, contextualiza as disputas entre os agentes sociais pelo poder de nomeação destas figuras e reavalia quais foram os principais métodos de análise utilizados. As abordagens transversais à questão de gênero e as escolhas em torno da adoção da perspectiva feminista, historiográfica ou estilística, assim como a problematização do uso de fontes primárias nos depoimentos, revelam um processo de longa temporalidade em torno da reescrita parcial da história do cinema brasileiro.
