As formações inconscientes da Améfrica Ladina: o giro discursivo de Lélia Gonzalez

Autores

  • Juliana Henrique FCL/USP

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.145667

Palavras-chave:

Lélia Gonzalez, sexismo, racismo, formações inconscientes, Améfrica Ladina

Resumo

Lélia Gonzalez foi uma intelectual e ativista política do feminismo negro à altura das encruzilhadas de seu tempo. Manteve um constante diálogo com diferentes tradições críticas, produzindo um diagnóstico sobre o problema da violência racial, sexual, social e econômica no Brasil. Articulada com lutas políticas de diferentes países periféricos, mobilizou o conceito de “Améfrica Ladina” como modo de insistir na experiência historicamente compartilhada de recalcamento da ancestralidade ladino-amefricana e seus efeitos sobre os povos do continente. Hoje seus escritos são retomados em consonância a um movimento de reparação histórica que busca revisitar intelectuais excluídas do cânone tradicional dos “intérpretes do Brasil”. A riqueza de sua obra exige atualização e um olhar mais atento sobre a pertinência de suas formulações. Neste artigo, pretende-se trazer alguns elementos sobre o giro discursivo e epistemológico produzido por Lélia Gonzalez, destacando seu caráter interdisciplinar e multifacetado. O objetivo é defender a importância de seu legado político e intelectual para a reinterpretação das encruzilhadas que atravessam a formação histórico-cultural e inconsciente da “Améfrica Ladina”, abrindo caminhos para as lutas por abolição das diferentes formas de violência que constituem a nossa sociabilidade, tais como sexismo e racismo.

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

Henrique, J. (2025). As formações inconscientes da Améfrica Ladina: o giro discursivo de Lélia Gonzalez. Anos 90, 32, e2025103. https://doi.org/10.22456/1983-201X.145667

Edição

Seção

Produções historiográficas e intelectuais sobre mulheres e feminismos latino-americanos