DOENÇA NO CORPO, DOENÇA DA ALMA: a possibilidade de cura da doença mortal em Kierkegaard e Zhen Jiu
Resumo
O artigo pretende problematizar a questão da doença como resultado de processos individuais e sociais, fruto das relações mal estabelecidas entre o indivíduo e o si mesmo e o indivíduo e os grupos sociais, culturais, simbólicos, afetivos, econômicos e afins ao qual está inserido a partir da tese estabelecida por Kierkegaard na obra O Conceito de Angústia (2010, p.30)) onde afirma que o indivíduo é ao mesmo tempo ele mesmo e todo o gênero humano. A edificação do si mesmo é oferecida como uma tarefa, realizá-la ou não é da responsabilidade (ou não) do indivíduo. Confrontar essa tese com uma abordagem oriental a partir da concepção da Medicina Tradicional Chinesa, especialmente em Zhen Jiu é uma rica e inovadora proposta de pensar o homem em processo de construção ou em dissolução do si mesmo. Os dois pensadores separados por culturas completamente diferentes, códigos linguísticos, religiosos e filosóficos, têm como fundamento a mesma concepção, a origem da doença mortal, da doença para à morte, da doença até a morte reside na forma como o indivíduo elabora a si mesmo, ou na pior forma de doença, que é o desespero de não ter coragem de empreender a tarefa.
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