AS MÚLTIPLAS FACES DA RELIGIOSIDADE CONTEMPORÂNEA: hiperindividualização e euforia perpétua
Palavras-chave:
Religiosidade. Fé. Consumo. Hiperindividualismo.Resumo
Este artigo versa sobre a análise das múltiplas faces da religiosidade no contexto contemporâneo. Tem como objetivo averiguar as mudanças estruturais, sociais e econômicas no espaço do sagrado em um contexto em que o tradicionalismo institucional e sua relação com o sagrado e o coletivo, encontram-se na dimensão imersa na teologização do consumo. Assim, parece que o fenômeno e as derivações religiosas (neopentecostais, pluralismo religioso) estão inseridos cada vez mais na lei do mercado. Como caminho metodológico se trata de uma pesquisa bibliográfica, onde a problemática em questão parte da fundamentação de autores como: Batista Libânio, Gilles Lipovetsky, Zygmunt Bauman, Wilmar Luis Barth, Macelo Ayres Camuça, entre outros. Para tanto, o texto se divide em três etapas, a saber: “AS MÚLTIPLAS FACES DA RELIGIOSIDADE MODERNA/CONTEMPORÂNEA: a euforia do consumo”; Em uma segunda parte “A TELEOLOGIA FANTASMAGORICA DO HIPERCONSUMO: do mercado ao fenômeno religioso como produto moderno-contemporâneo”; Por fim, analisa “O ROMPIMENTO ESTILÍSTICO DA AUTORIDADE TRADICIONAL: hiperindivualismo secularizado”. Pode-se afirmar que diante de um cenário religioso intercultural a religião vive uma crise institucional, mas não é uma crise advinda do sagrado, mas do capital, promovendo subjetivismo, hiperindividualismo e hiperconsumo.
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