VIM, VI, ESCREVI: a experiência euclidiana dos sertões.

Autores

  • Vitor Batalhone Jr UFRGS

Palavras-chave:

Os sertões, historiografia, alteridade

Resumo

O presente artigo propõe analisar como a alteridade radical do sertão experimentada por Euclides da Cunha ao longo de sua participação na campanha de Canudos modulou de forma singular sua apreensão da realidade sertaneja. Educado na Escola Militar da Praia Vermelha segundo as teorias científicas em voga à época, o autor percebeu continuamente que a relação entre seus pressupostos científicos e a realidade do sertão era por demais fugidia. Para dar conta do conflito oriundo de suas intenções originais de escrever uma história de Canudos ao mesmo tempo em que um estudo científico sobre o sertão, restou ao autor apenas a liberdade camuflada de suas descrições literárias e o lastro de seu testemunho.

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Biografia do Autor

Vitor Batalhone Jr, UFRGS

Graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Formado em História pela UFRGS (Bolsista PROPESQ/UFRGS-CNPQ 2007-2008). Mestre e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS (Bolsista Fulbright-CAPES). Visiting Student Research Collaborator na Princeton University. Pesquisa sobre teoria da história e história da historiografia.

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Publicado

2014-12-17

Como Citar

BATALHONE JR, V. VIM, VI, ESCREVI: a experiência euclidiana dos sertões. Revista Aedos, [S. l.], v. 6, n. 15, 2014. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/44691. Acesso em: 2 jul. 2022.