Da criminosa à louca: direito, medicina e o controle das mulheres pobres no espaço urbano (1890-1950)

Autores

  • Flávia Chaves Diehl Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marcus Ribas Moreira Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Este artigo analisa a marginalização das mulheres pobres e racializadas em Porto Alegre entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, destacando a interseção entre direito penal, discursos médicos e políticas urbanas. A partir da análise de processos criminais e cíveis, legislações e publicações jornalísticas da época, investigamos como as instituições jurídicas e científicas articularam mecanismos de controle social para segregar essas mulheres, associando-as a narrativas de criminalidade, imoralidade e degeneração. A criminalização da pobreza, a repressão às práticas culturais negras e a psiquiatrização de comportamentos femininos desviantes emergem como estratégias centrais desse processo de exclusão. A pesquisa, ancorada na história social do crime, nos estudos de gênero e na colonialidade do poder, demonstra que a marginalidade não foi um efeito colateral da urbanização, mas uma construção ativa do direito penal e das práticas higienistas e eugenistas.

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Publicado

30-01-2026

Como Citar

CHAVES DIEHL, Flávia; RIBAS MOREIRA, Marcus. Da criminosa à louca: direito, medicina e o controle das mulheres pobres no espaço urbano (1890-1950). Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 40, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/145936. Acesso em: 21 jul. 2026.