CIDADES SILENCIADAS, INFÂNCIAS REBELDES

AS INFÂNCIAS DIANTE DOS DESAFIOS DO PROJETO COLONIAL DE GENTRIFICAÇÃO URBANA

Autores

  • Mariana Cunha Schneider Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Nícolas Braga Fröhlich Instituto Parentes - CE
  • Fabiana Andressa Rodrigues da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Mayara Ferreira Mendes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Úrsula Ingrid de Souza Faria Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Jeferson Rodrigo Schaefer Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Luciano Bedin da Costa Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

O artigo explora as dinâmicas entre cidades, gentrificação e racismo ambiental, com foco nas infâncias enquanto bússolas éticas no enfrentamento dos impactos desses processos na organização urbana e na exclusão social, cultural e histórica de grupos subalternizados. Enquanto a colonialidade atualiza desigualdades raciais, geográficas e ambientais, evidenciadas pela segregação espacial e pela necropolítica, as infâncias surgem como dispositivos de resistência e transformação, enfatizando a força do brincar e da ocupação dos espaços como práticas que reimaginam e recriam o urbano. O artigo propõe uma análise crítica desses fenômenos, defendendo a descolonização da imaginação urbana e a valorização da infância como agente central na construção de cidades mais inclusivas e justas.

Palavras chaves: infância; cidades; gentrificação

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Biografia do Autor

Mariana Cunha Schneider, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga, graduada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Doutoranda e Mestra em Psicologia Social e Institucional pena Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Especialista em Psicologia Social e Comunidades (FGE, Insituto Parentes e Movimento de Saúde Mental - CE) e pós graduanda em Saúde Mental e Relações Étnico-Raciais. 

Nícolas Braga Fröhlich, Instituto Parentes - CE

Psicólogo. Graduado em Psicologia e Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS - RS. Atua como Psicólogo em consultório. Pós-graduando em Saúde Mental e Relações Étnico-raciais pelo Instituto Parentes - CE. Estuda temas como as infâncias, masculinidades, políticas públicas, direitos humanos e políticas da escrita.

Fabiana Andressa Rodrigues da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga. Graduada em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, mestranda em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS.  Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: Psicologia e educação, relações étnico raciais, saúde mental da população negra, psicologia e relações raciais.

Mayara Ferreira Mendes , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Mestre em Psicologia Institucional (PPGPSI/UFES) e Doutoranda em Psicologia no Programa de Pós Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Realizou pesquisas na temática de Relações Raciais e de Gênero, principalmente no que se refere a produção intelectual de mulheres negras dentro da área de Ciências Humanas; Psicologia da Libertação e sua contribuição para os saberes construídos pelos povos negros e indígenas na América Latina; Educação Popular e a construção de cursinhos populares assim como de ferramentas que auxiliem leituras e práticas educativas críticas; Saúde Mental com ênfase para a categoria Infanto-juvenil nas políticas públicas da rede de saúde mental de Vitória-ES; Epistemologias e saberes contra coloniais para a construção de reflexões acerca de uma psicologia afro-indígena. 

Úrsula Ingrid de Souza Faria, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Graduada em Fisioterapia pela Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Mestranda em Psicologia Social e Institucional - UFRGS. Pós graduada em Fisioterapia Neurofuncional - UFRGS. Integrante do núcleo de estudos ELEEKÓ (UFPEL/UFRGS). Integrante do grupo Odú que estuda Filosofia e Ancestralidade Africana. Promotora Popular de Saúde (FIOCRUZ), poeta integrante do Sarau Afrogueto Urbano, ativista do movimento social negro. 

Jeferson Rodrigo Schaefer, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicólogo, graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Mestrando em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-graduando em gênero e sexualidade em contextos clínicos e educativos (FGE, Insituto Parentes). Atua na área clínica e social, tendo experiência de trabalho na Clínica no atendimento a jovens e adultos, nas políticas públicas de Saúde e Assistência Social . Atua como psicólogo no Núcleo de Apoio ao Superendividado (NAS) do PROCON de Canoas/RS, promovendo ações de prevenção e tratamento ao superendividamento. Atua como professor de psicologia na Escola Grau Técnico de Canoas/RS, com ênfase no exercício multidisciplinar e relações entre psicologia e saúde. Dedica-se a ações voltadas à garantia dos Direitos Humanos, políticas contra-coloniais, construção das masculinidades sua relação com as juventudes e as narrativas.

Luciano Bedin da Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Docente da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Coordena o grupo de pesquisa Políticas do Texto.

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Publicado

30-01-2026

Como Citar

CUNHA SCHNEIDER, Mariana; BRAGA FRÖHLICH, Nícolas; ANDRESSA RODRIGUES DA SILVA, Fabiana; FERREIRA MENDES , Mayara; INGRID DE SOUZA FARIA, Úrsula; RODRIGO SCHAEFER, Jeferson; BEDIN DA COSTA, Luciano. CIDADES SILENCIADAS, INFÂNCIAS REBELDES: AS INFÂNCIAS DIANTE DOS DESAFIOS DO PROJETO COLONIAL DE GENTRIFICAÇÃO URBANA. Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 40, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/145747. Acesso em: 21 jul. 2026.