CIDADES SILENCIADAS, INFÂNCIAS REBELDES
AS INFÂNCIAS DIANTE DOS DESAFIOS DO PROJETO COLONIAL DE GENTRIFICAÇÃO URBANA
Resumo
O artigo explora as dinâmicas entre cidades, gentrificação e racismo ambiental, com foco nas infâncias enquanto bússolas éticas no enfrentamento dos impactos desses processos na organização urbana e na exclusão social, cultural e histórica de grupos subalternizados. Enquanto a colonialidade atualiza desigualdades raciais, geográficas e ambientais, evidenciadas pela segregação espacial e pela necropolítica, as infâncias surgem como dispositivos de resistência e transformação, enfatizando a força do brincar e da ocupação dos espaços como práticas que reimaginam e recriam o urbano. O artigo propõe uma análise crítica desses fenômenos, defendendo a descolonização da imaginação urbana e a valorização da infância como agente central na construção de cidades mais inclusivas e justas.
Palavras chaves: infância; cidades; gentrificação
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