Belo Horizonte:

Religião, Morte e Gentrificação no Projeto Modernizador em uma Nova Capital Republicana

Autores

  • Daniela Veloso de Abreu e Matos PUC Minas
  • Wellington Teodoro da Silva PUC Minas

Resumo

A colonização portuguesa na América não se marcou por projetar cidades com vistas à ocupação humana de modos a ser a extensão populacional do país sede. As cidades planejadas no Brasil surgem a partir de fins do século XIX com o advento da República. Este artigo estuda um dos grandes exemplos de cidades planejadas a partir desse período. Trata-se da cidade de Belo Horizonte, planejada para ser capital de Minas Gerais que é um dos estados do federalismo brasileiro. O processo de fundação da nova urbe revela-nos o caráter autoritário e o racismo ambiental desta república, uma de suas principais características desde sua fundação até o momento atual. O texto apresenta o tema da religião e do cuidado com os mortos. Demonstra-se o autoritarismo de uma elite influenciada pela ideia do progresso da razão de matriz iluminista e positivista contra a população local, expulsa para os arrabaldes, entendida como representante do atraso que se queria superar. A pesquisa foi feita em arquivos e por meio de bibliografia especializada, relacionando a construção de Belo Horizonte aos processos de gentrificação e racismo que culminaram no topocídio de Curral del Rey.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

30-01-2026

Como Citar

VELOSO DE ABREU E MATOS, Daniela; DA SILVA, Wellington Teodoro. Belo Horizonte:: Religião, Morte e Gentrificação no Projeto Modernizador em uma Nova Capital Republicana. Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 40, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/145279. Acesso em: 21 jul. 2026.