Maçãs e ancestralidade

o assalariamento de uma comunidade quilombola (Muitos Capões/RS)

Autores

  • Acácio Garcez Carneiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Resumo

este artigo se propõe a analisar, por meio da história oral, o processo de proletarização da comunidade remanescente de quilombo Mato Grande, situada no município de Muitos Capões/RS. A partir das lentes da história ambiental e de uma discussão sobre antropoceno e capitaloceno, identificou-se que os processos de mudança ambiental decorrentes da pomicultura de maçãs no município levaram os moradores a abandonarem o plantio de subsistência e se dedicarem a vender sua força de trabalho nas firmas de maçã da região. Como consequência, há uma importante perda de identificação com o território, o aumento de uma expropriação indireta e a diminuição de sociabilidades entre os quilombolas.

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Publicado

30-01-2026

Como Citar

GARCEZ CARNEIRO, Acácio. Maçãs e ancestralidade: o assalariamento de uma comunidade quilombola (Muitos Capões/RS). Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 40, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/145267. Acesso em: 21 jul. 2026.