Corpos e território em cerco:
A subjetividade da segregação no conflito israelo-palestino
Resumo
Este artigo investiga o conflito israelo-palestino a partir de uma perspectiva crítica, integrando as teorias da necropolítica de Achille Mbembe e da interseccionalidade expandida por Jasbir Puar a partir do conceito de agenciamento (assemblages). Com foco no conceito de “direito de mutilar” propomo-nos a analisar como o poder soberano não apenas decide quem vive ou morre, mas também utiliza a debilidade como estratégia de controle biopolítico a partir de dinâmicas coloniais que sustentam a ocupação israelense nos territórios palestinos. O texto examina como práticas de violência, destruição infraestrutural e impacto intergeracional moldam as experiências de opressão e resistência, especialmente entre palestinos. Destaca-se que essas práticas não se limitam à morte imediata, mas incluem a exploração econômica de corpos debilitados, transformados em capital circulatório. Exploramos, ainda, como as intersecções de raça, gênero e classe moldam as vivências de opressão e resistência no território e se interagem para perpetuar as desigualdades no contexto colonial.
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