Modernismo paulista e modernidades alternativas: Mário de Andrade e o “não-sei-quê indefinível” da música brasileira
Resumo
O objetivo central que será percorrido ao longo deste artigo consistirá na revisitação das reflexões de Mário de Andrade acerca daquilo, que nos anos 1920 e 1930, começara a ser definido pelo autor como “música brasileira”, no âmbito dos debates culturais e artísticos travados nas primeiras décadas do século passado. Para tanto, serão mobilizados escritos fundamentais, mediantes os quais o escritor sistematizou suas interpretações sobre o tema, a exemplo de seu “Discurso de Paraninfo” (1922) e do Ensaio sobre a música brasileira (1928). As reflexões de Mário de Andrade serão, então, observadas a partir de sua aproximação e distanciamento em relação às modernidades alternativas atuantes no cenário cultural brasileiro do período, de modo a ofertar possibilidades de leitura mais matizadas da obra do autor, capazes de fazer ressaltar algumas facetas desse artista polímata nem sempre consideradas por parcela da crítica musicológica voltada para o exame do projeto estético-musical do escritor.
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