Exacerbações do pathos
a carne na plástica de Adriana Varejão
Resumo
O presente artigo debruça-se sobre Linda do Rosário (2003), de Adriana Varejão (1964), a partir de questões teóricas abertas pela noção de Pathosformel, cunhada pelo teórico e historiador da arte judeu-alemão Aby Warburg (1866-1929), bem como considera seus desdobramentos na produção do filósofo e historiador da arte francês Georges Didi-Huberman (1953). Se é preciso deter-se em Linda do Rosário a partir da problematização de determinados nexos da poética de Varejão, sem obliterar a remissão da artista à densidade do Barroco, o artigo investiga a obra face às formulações de patetismo acentuado da Antiguidade atualizados pelo Barroco, principalmente a partir do pathos de Cristo. Metodologicamente, o texto estrutura-se mediante o conhecimento por montagem, buscando diálogo com a Prancha 41 do Bilderatlas Mnemosyne, de Warburg.
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