Memórias e trajetória de uma historiadora pioneira
entrevista com Marieta de Moraes Ferreira
Resumo
A presente entrevista foi realizada como parte da análise da trajetória dos 46 docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que foram cassados durante a ditadura civil-militar (1964-1985). A entrevista integra o projeto de pesquisa “A UFRJ e a ditadura civil-militar (1964-1985): lugares de memória e trajetórias”, coordenado pela entrevistadora Andrea Cristina de Barros Queiroz. Os objetivos do projeto são: investigar os impactos repressivos e as violações de direitos humanos ocorridos na UFRJ durante o regime ditatorial; a trajetória dos professores que foram cassados durante esse processo; e, por fim, identificar os lugares de memória da UFRJ que têm relação com a ditadura. Nesse contexto, a entrevista buscou compreender as relações de conflito, conciliação e apoio entre os membros da instituição e o governo autoritário, a partir das experiências da entrevistada, a Professora Emérita do Instituto de História (IH) da UFRJ, Marieta de Moraes Ferreira, historiadora brasileira, pioneira nos estudos que se dedicaram à metodologia de História Oral no Brasil e que, atualmente, têm se mobilizado para analisar as trajetória do curso de História da UFRJ. Essa entrevista oferece, assim, contribuições valiosas sobre o contexto da repressão política nas Universidades brasileiras durante esse período histórico autoritário.
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