ST 11. Resistências nas décadas de 1960, 1970 e 1980

Autores

  • Anne Alves Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Resumo

Entendemos que as resistências, assim como o poder, são móveis, não são idênticas, mas que tem em comum a adoção de formas de defesa e de ação contra o poder dominante. Compartilhamos também da ideia de Maria Kehl (2014: 342), de que uma atuação no campo da resistência teria como objetivo “mobilizar a sociedade (ou mobilizar grupos dentro dela), de maneira concertada, em torno de três pontos principais: a defesa e o exercício dos direitos; o enfrentamento da violência e do poder arbitrário; a retirada do consentimento ao governo ditatorial”. Assim, partindo dessas colocações, resolvemos criar este simpósio que, em sua primeira edição, teve como objetivo reunir trabalhos que abordassem formas de resistências na década de 70 no Brasil. Para este segundo ano do ST resolvemos alterar o período histórico para compreender também as resistências nas décadas de 60 e 80. Cientes do crescimento do revisionismo histórico baseado na negação e manipulação de evidências, acreditamos ser de grande importância para a compreensão da História Contemporânea, pesquisas que entrelacem manifestações culturais e políticas, sejam elas manifestações colaboracionistas, que reiteravam posturas políticas conservadoras, sejam elas manifestações engajadas, que expressavam ações de resistência, voltadas a conquistar direitos políticos ou a serem espaços de fala aos socialmente marginalizados. Neste sentido, convidamos a todos e todas que tenham objetos de pesquisa correlatos ao simpósio, a se juntar ao debate.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

17-06-2024

Como Citar

ALVES, Anne. ST 11. Resistências nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Revista Aedos, [S. l.], v. 16, n. 36, p. 163–174, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/140237. Acesso em: 28 ago. 2025.