ST 6. História Antiga
novos objetos e novos problemas
Resumo
Desde antes da instituição da História como disciplina, a antiguidade vem sendo explorada por numerosas pesquisadoras e pesquisadores que construíram diversas narrativas acerca das diferentes populações que viveram na bacia do Mediterrâneo durante esse recorte temporal e sobre as transformações que passaram. Por se tratar de uma área tradicional e consolidada, muitas críticas podem e devem ser dirigidas aos usos políticos desse passado que foram, por vezes, utilizados para legitimar noções de superioridade de uma cultura em detrimento de outra. Entretanto, a década de 1960 marcou sensíveis transformações na Historiografia, das quais a História Antiga não ficou alheia. De uma área que estava relacionada com a formação dos estados nacionais, tanto europeus quanto americanos, as pesquisas desse campo, atualmente, adquiriram perspectivas decoloniais através de novas abordagens, como os estudos de recepção, e do exame de outras fontes, como as da cultura material. Para além disso, em relação à Educação, em meio às polêmicas da necessidade ou não do ensino de Antiguidade, bem como as críticas ao seu suposto caráter eurocêntrico e as tentativas de exclusão dos currículos, evidencia-se a importância de levar o passado antigo para a sala de aula. Nesse sentido, se atesta a indispensabilidade da aproximação das pesquisas atuais com o Ensino Básico, nas quais, as novas abordagens manifestam-se de forma a demarcar o multiculturalismo e a recusa de um evolucionismo entre as sociedades do mundo antigo oriental e ocidental. Em suma, a presente proposta de Simpósio Temático toma de empréstimo parte do título de uma coleção coordenada e lançada por Jacques Le Goff e Pierre Nora, com o objetivo de oferecer um espaço de discussão sobre os novos problemas e novos objetos da História Antiga e do seu ensino, como, por exemplo, as pesquisas sobre Recepção da Antiguidade, os estudos sobre Gênero e sobre as relações Étnico-raciais.
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