Transformações histórico-urbanas no centro de São Paulo e vulnerabilidade social
noções de perigo, poluição e estigmatização no trato a pessoas marginalizadas
Resumo
O presente artigo tem por objetivo estabelecer uma análise histórica sobre as modificações urbanas no centro da
cidade de São Paulo e as relações a ela adjacentes quanto à marginalização, segregação e estigmatização
dispensado às pessoas em situação de vulnerabilidade social, e dependentes químicos, em especial, aos usuários
de crack. Pretende-se discutir, por um viés histórico, antropológico e psicossocial, como os conceitos de
poluição, sujeira e perigo desencadeiam sentimentos de repulsa e distanciamento social àqueles que estão “à
margem” dos padrões normatizadores de higiene, limpeza e ordem, inerentes a uma sociedade que se urbanizara.
Por último, trata-se de acentuar que esses conceitos movem, por vezes, processos autoritários, regidos pela
norma e controle dispensados ao “corpo estranho”, tipificados em práticas de repugnância e violência, e, até
mesmo, nas ações que visam a integração do sujeito marginal a uma sociedade assente em um modelo idealizado
de civilização.
PALAVRAS-CHAVE: Urbanização, Marginalização, Drogas.
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