Quem pode ser historiador?

Reflexões sobre a memória e os cânones da História da Historiografia Brasileira

Autores

  • Ilda Sesquim UFOP

Resumo

Este artigo se debruça sobre as dimensões de gênero que atravessam a construção de uma memória sobre a história da historiografia brasileira a fim observar como o conjunto de referências que compôs a disciplina esteve, e ainda está, majoritariamente orientado pelo masculino. Em um primeiro momento, pretendo analisar os principais traços que acompanharam o status acadêmico da pesquisa histórica no Brasil. Em seguida, por meio da passagem sobre alguns dos manuais e livros introdutórios, buscarei mostrar que a construção desses conjuntos de referências mobiliza um universo de autores, predominantemente homens, que são, entre si, compartilhados e legitimados. Por fim, proponho uma observação de algumas recentes contribuições do campo para identificar como, ainda hoje, esse movimento é reciclado e espelhado. A hipótese é que a permanente construção do imaginário historiográfico e seus cânones continua a se orientar sobre essa forma sintomaticamente masculina, atuando sobre uma ideia precisa de quem pode ser historiador(a) e falar por meio de um discurso historiográfico.

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Biografia do Autor

Ilda Sesquim, UFOP

Doutoranda em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Licenciada e mestra em História pela mesma instituição. Pesquisadora vinculada à Linha de pesquisa 2: Ideias, Linguagens e historiografia, sendo bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Desenvolve pesquisa na área de Teoria e História da Historiografia Brasileira, onde tem como objeto de estudo a História das Mulheres Intelectuais no Brasil. Participa do Núcleo de Estudos em História da Historiografia e Modernidade (NEHM). Atua no projeto de extensão HH Magazine: humanidades em rede - História pública democrática (2019-2023), onde desempenha a função de Editora Executiva do portal científico HH Magazine: humanidades em rede, e na editoria de comunicação e mídias da revista História da Historiografia.

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Publicado

30-01-2026

Como Citar

SESQUIM, Ilda. Quem pode ser historiador? Reflexões sobre a memória e os cânones da História da Historiografia Brasileira. Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 40, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/137452. Acesso em: 21 jul. 2026.