As comunidades guarani-missioneiras nos conflitos de independência do espaço do Rio da Prata (1810-1821)
Resumo
Vinculando-se à perspectiva da Nova História Indígena, este artigo destina-se, primeiramente, a evidenciar a importante posição que ocupavam os indígenas frente aos conflitos de independência que se desenvolveram na região do Rio da Prata, a partir do ano de 1810. Aos primeiros sinais de confrontos, as autoridades envolvidas se preocuparam em angariar o apoio desses indivíduos, lançando mão de escritos redigidos em “línguas naturais” (como quéchua, aimara e guarani), de expedições e ofertando benesses e acesso a recursos e cargos antes não destinados aos indígenas. Em segundo lugar, trato de demonstrar através da documentação o papel ativo cumprido pelos indígenas na circulação de ideias e princípios revolucionários num espaço de fronteira como o das antigas missões guarani-jesuíticas. Nesse sentido, defendo que estes atuaram também como “intérpretes”, facilitando o diálogo dos ideais de modernidade política com as comunidades indígenas. As fontes consultadas são correspondências entre autoridades militares e políticas e relatos de viajantes.
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