As comunidades guarani-missioneiras nos conflitos de independência do espaço do Rio da Prata (1810-1821)

Autores

Resumo

Vinculando-se à perspectiva da Nova História Indígena, este artigo destina-se, primeiramente, a evidenciar a importante posição que ocupavam os indígenas frente aos conflitos de independência que se desenvolveram na região do Rio da Prata, a partir do ano de 1810. Aos primeiros sinais de confrontos, as autoridades envolvidas se preocuparam em angariar o apoio desses indivíduos, lançando mão de escritos redigidos em “línguas naturais” (como quéchua, aimara e guarani), de expedições e ofertando benesses e acesso a recursos e cargos antes não destinados aos indígenas. Em segundo lugar, trato de demonstrar através da documentação o papel ativo cumprido pelos indígenas na circulação de ideias e princípios revolucionários num espaço de fronteira como o das antigas missões guarani-jesuíticas. Nesse sentido, defendo que estes atuaram também como “intérpretes”, facilitando o diálogo dos ideais de modernidade política com as comunidades indígenas. As fontes consultadas são correspondências entre autoridades militares e políticas e relatos de viajantes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Felipe Schulz Praia, Universidade de Sâo Paulo (USP)

Doutorando em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Downloads

Publicado

05-03-2024

Como Citar

PRAIA, Felipe Schulz. As comunidades guarani-missioneiras nos conflitos de independência do espaço do Rio da Prata (1810-1821) . Revista Aedos, [S. l.], v. 16, n. 35, p. 40–62, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/134371. Acesso em: 9 ago. 2026.