Sintomas da escravidão

condições de saúde e violências a partir de registros de óbito (Alegrete, RS, 1851-1869)

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Resumo

Este trabalho analisa os registros de óbitos da população escravizada da cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul, de 1851 a 1869, levando em conta as variáveis causa de morte, faixa etária e sexo do falecido. Esses dados são relacionados segundo as categorias estabelecidas por Mary Karasch e Carolina Bitencourt Becker para doenças de escravizados, no Rio de Janeiro, e para primeira metade do século XIX, em Alegrete, sendo que principais causas de mortes foram definidas segundo manuais de medicina popular que circulavam na Região. Conclui-se que as principais causas de doença e morte de escravizados eram as moléstias infecciosas e parasitárias. Becker (2011) teve resultado semelhante, assim como ocorria nas demais localidades do Império Brasileiro. Evidencia-se também a queda em relação a porcentagem de acidentes, lesões e outras violências, resultado que abre possiblidade para pensar que as violências físicas tenham diminuído pelo fim do tráfico transatlântico de escravizados.

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Biografia do Autor

Silvio José de Mello Netto, UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

Mestrando em História pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM/RS.

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Publicado

10-07-2025

Como Citar

JOSÉ DE MELLO NETTO, Silvio. Sintomas da escravidão: condições de saúde e violências a partir de registros de óbito (Alegrete, RS, 1851-1869). Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 39, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/133095. Acesso em: 9 ago. 2026.