Mais que quarteis e paióis
as fortalezas do Baixo Amazonas no período pombalino (1750-1777)
Resumo
O presente artigo analisa o papel das fortalezas na região do Baixo Amazonas enquanto centros de organização e coesão social durante a implementação das reformas do Marquês de Pombal no terceiro quartel do século XVIII. A reestruturação do cotidiano no processo de transformação das Missões em Vilas impactou nas relações entre militares, colonos e indígenas. Muitos comandantes, que naqueles anos exerceram também a função de Diretor dos Índios, tiveram a incumbência de supervisionar os trabalhos dos nativos nas oficinas, roças e canoas, além de controlar a produção e o transporte de gêneros. Fontes guardadas no Arquivo Público do Pará revelam a diversidade de reações dos capitães a suas novas obrigações nestes sertões estratégicos, situados a meio caminho entre o porto de Belém e as promissoras zonas fronteiriças no Oeste amazônico.
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