O Negro no IHGB:

da constituição da “Casa da Memória Nacional” à operação da ausência.

Autores

  • Luís Roberto Manhani Unesp Franca

Resumo

Meu intuito neste artigo é analisar um campo discursivo sobre o negro que procura repetir enunciados disponíveis para constituir, em meio à retórica da nacionalidade do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, uma ausência. Busquei investigar na Revista da agremiação uma produção historiográfica que, para fabricar uma nacionalidade, procurou persuadir nacionais e estrangeiros de que mais da metade da população do país foi ausente da história brasileira. Pretendo observar como, desde a sua fundação, as delimitações das possibilidades de escrita da história e a determinação dos primeiros contornos de uma operação historiográfica em seus anos iniciais, o IHGB, uma instituição com fortes laços com o governo imperial, buscou domesticar o passado da nação para produzir uma identidade e um passado nacional excludente e majoritariamente branco, seja por meio do silenciamento acerca dos negros ou pela concentração exclusiva do saber etnográfico no passado indígena.

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Publicado

10-07-2025

Como Citar

MANHANI, Luís Roberto. O Negro no IHGB:: da constituição da “Casa da Memória Nacional” à operação da ausência. Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 39, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/130146. Acesso em: 9 ago. 2026.