Usos do patrimônio cultural: leis municipais, salvaguarda, hegemonia, sustentabilidade e colonialidade
Resumo
O saber colonizado interfere na patrimonialização de bens culturais imateriais em nível municipal? Como isso transparece nos dispositivos e na ação dos agentes públicos que realizam a seleção do bem cultural imaterial a ser patrimonializado? Para responder tais indagações, realizamos a análise documental de leis municipais declaratórias de patrimônio cultural de três cidades: Arambaré, Caçapava do Sul e Campo Bom. Em comum, os três bens culturais estão associados ao Tradicionalismo Gaúcho. Perceberam-se usos do patrimônio cultural atravessados pela colonialidade e pelo neoliberalismo: 1) patrimônio como recurso para corte de gastos em cultura no município; 2) soterramento das memórias e identidades subalternas que não têm suas referências culturais declaradas patrimônio.
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