Usos do patrimônio cultural: leis municipais, salvaguarda, hegemonia, sustentabilidade e colonialidade

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Resumo

O saber colonizado interfere na patrimonialização de bens culturais imateriais em nível municipal? Como isso transparece nos dispositivos e na ação dos agentes públicos que realizam a seleção do bem cultural imaterial a ser patrimonializado? Para responder tais indagações, realizamos a análise documental de leis municipais declaratórias de patrimônio cultural de três cidades: Arambaré, Caçapava do Sul e Campo Bom. Em comum, os três bens culturais estão associados ao Tradicionalismo Gaúcho. Perceberam-se usos do patrimônio cultural atravessados pela colonialidade e pelo neoliberalismo: 1) patrimônio como recurso para corte de gastos em cultura no município; 2) soterramento das memórias e identidades subalternas que não têm suas referências culturais declaradas patrimônio.



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Biografia do Autor

Rafael Filter Santos da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestre em História - Cultura e Representações - UFRGS

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Publicado

10-07-2025

Como Citar

FILTER SANTOS DA SILVA, Rafael. Usos do patrimônio cultural: leis municipais, salvaguarda, hegemonia, sustentabilidade e colonialidade. Revista Aedos, [S. l.], v. 17, n. 39, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/129201. Acesso em: 9 ago. 2026.