Fronteiras ideológicas e Doutrina de Segurança Nacional

a sombra brasileira no Uruguai (1964-1971)

Autores

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo central analisar como a produção bibliográfica aborda a noção de fronteira ideológica, tomando por base a atuação do Brasil em relação ao Uruguai (1974-1961). Partindo de uma análise exclusiva de fontes secundárias, tratamos da noção de fronteiras ideológicas, destacando como o Brasil estendeu seus instrumentos de repressão política para além de seus limites territoriais, estando disposto a em intervir em decisões políticas internas do país vizinho. Para isso, descrevemos o contexto latino-americano entre o final da década de 1960 e início da década seguinte; lançamos luz sob os interesses brasileiros no país vizinho e demarcamos como as fronteiras territoriais adquiriram uma porosidade devido ao contexto de repressão de grupos e indivíduos insurgentes. Por fim, é demarcado que o Brasil, naquele momento, deixou de lado o princípio de autodeterminação dos povos e de não intervenção em territórios alheios em nome do seu projeto de poder em relação a região e em lealdade a Doutrina de Segurança Internacional e a ideologia anticomunista.

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Biografia do Autor

Allana Facchini, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança pela Universidade Federal Fluminense (PPGEST/UFF) e Cientista Social pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pesquisadora assistente pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) (projeto de extensão universitária). ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-4488-711X. E-mail para contato: allanafacchini@gmail.com.

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Publicado

19-08-2024

Como Citar

FACCHINI, Allana. Fronteiras ideológicas e Doutrina de Segurança Nacional: a sombra brasileira no Uruguai (1964-1971). Revista Aedos, [S. l.], v. 16, n. 37, p. 99–115, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/125547. Acesso em: 9 ago. 2026.