Palmas para Lélia Abramo (1911-2004)

a construção de uma memória em três atos

Autores

Palavras-chave:

Memória, Trajetórias de Vida, Gênero

Resumo

Lélia Abramo (1911-2004) militou em grupos de esquerda e trabalhou como atriz. Publicou uma autobiografia em 1997, a qual se tornou um marco na construção de sua memória. Contudo, a maneira como é representada varia. Se os jornais de grande circulação enfatizavam os palcos, a militância lembrava a sua atuação nas greves do ABC e na fundação do PT. Tais imagens persistiram, como na celebração póstuma do seu centenário (2011). Pensando nessas informações, este artigo tem o objetivo analisar como a memória dessa atriz foi gerida e reelaborada no final de sua vida, no momento de sua morte e nos anos seguintes. Para tanto, analisamos textos publicados em jornais de grande circulação na cidade de São Paulo, pelo seu partido (PT) e notas emitidas por agentes políticos. Nesse sentido, apontamos para a importância de analisar os laços construídos por Lélia no decorrer de sua vida e como estes interferem na construção de uma imagem póstuma, rompendo assim com visões que reforçam a linearidade e a coerência dos indivíduos.

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Biografia do Autor

Roger Camacho Barrero Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Pesquisador na Fundação Getúlio Vargas (FGV) (pós-doutorado). Doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). ORCID iD: 0000-0002-4054-127X. E-mail: r.cb.j@hotmail.com.

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Publicado

28-04-2023

Como Citar

BARRERO JUNIOR, Roger Camacho. Palmas para Lélia Abramo (1911-2004): a construção de uma memória em três atos. Revista Aedos, [S. l.], v. 15, n. 33, 2023. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/121682. Acesso em: 25 jul. 2026.