“O mais visível às vezes é o muro”
imagens e sexualidades periféricas em movimento – Um lugar para beijar (2008)
Palavras-chave:
Sexualidades não-hegemônicas, Imagens em movimento, Violência, Prazer.Resumo
Pretende-se, por meio deste artigo, analisar o documentário Um lugar para beijar, lançado em 2008 e dirigido pela jornalista Neide Duarte, disponível na plataforma virtual YouTube. Escolheu-se tal obra justamente por acreditar que ela ajuda a responder questões levantadas no presente pelo historiador, que é perceber qual o lugar que esse tipo de produção, que se utiliza de sexualidades não hegemônicas como pano de fundo, ocupa hoje em nossa sociedade. Leva-o a indagar também: qual o lugar para se vivenciar as sexualidades não hegemônicas na sociedade brasileira. Nesse sentido, selecionou-se tal obra pelas práticas e lugares que são produzidos pelos sujeitos nela presentes, que também se distanciam das temáticas privilegiadas no campo da História, por exemplo, como no caso da violência contra a população LGBTQIA+2 ou de questões que envolvem o corpo, o desejo, o prazer que não seja referente a sujeitos heterossexuais. Desta forma, não se trata de compreender apenas a obra de arte, mas o corpo social que a faz existir.
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