Caminhando com gafanhotos
em direção à uma historiografia simétrica
Palavras-chave:
natureza/cultura, teoria do ator rede, escrita da históriaResumo
Este trabalho pretende explorar algumas das potencialidades analíticas da Teoria do Ator Rede [TAR], como alternativa teórica para questionar a dualidade moderna que separa os polos de natureza/cultura enquanto domínios ontológicos distintos. Iniciaremos com um breve recorrido, passando pelo trabalho de alguns antropólogos que partiram desse pontapé inicial na busca por alternativas a este dualismo. Para isso, tomaremos como ponto de observação dois casos isolados no tempo e no espaço: um processo de excomunhão instaurado contra os gafanhotos que assolavam a abadia de Párraces (Segóvia, século XVII) e um Bando do Vice-Rei do Rio da Prata (Buenos aires, século XVIII). Ambos os casos analisados têm como fio condutor a problemática da relação estabelecida entre humanos e não humanos no interior do campo jurídico. Nosso objetivo central será inquirir de que maneira a proposta de Bruno Latour pode contribuir, também, para o estudo das sociedades do passado.
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