Transporte de sedimentos em suspensão em um estuário altamente estratificado sob condições de descarga fluvial transiente

Autores/as

  • Guilherme A. MANIQUE Programa de Pós-Graduação em Geociências – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Carla A. D'AQUINO Programa de Pós-Graduação em Geociências – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Carlos A. F. SCHETTINI Departamento de Oceanografia – DOcean, Universidade Federal de Pernambuco.

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-9806.35159

Palabras clave:

Rio Araranguá, hidrodinâmica, circulação gravitacional, PACD

Resumen

O presente trabalho investiga o regime hidrodinâmico e o transporte de sedimentos em suspensão no estuário do rio Araranguá sob condições de descarga fluvial transiente após um pico de vazão. Uma campanha de campo foi realizada em maio de 2006 durante a qual foram registrados dados de nível da água, velocidade e direção de correntes, salinidade e concentração de sedimentos em suspensão (CSS). Dados de correntes foram obtidos com o fundeio de um perfilador de correntes por efeito Doppler, a partir do qual foi também estimada a CSS através do retro-espalhamento acústico. A campanha foi realizada durante a fase de recessão do hidrograma de cheia, com a descarga fluvial diminuindo de 120 para 30 m3s-1 em um período de 50 horas. Durante este período ocorreu uma significativa mudança da distribuição longitudinal da salinidade, bem como das correntes e da CSS. As correntes responderam ao pico de descarga passando de um regime barotrópico com sentido a jusante para um regime baroclínico em duas camadas, com correntes com sentido a jusante na camada superficial, e sentido a montante na camada de fundo. O transporte de sedimentos em suspensão foi diretamente relacionado com as correntes, passando de um regime de exportação durante o pico de descarga para um regime de importação na camada de fundo.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Guilherme A. MANIQUE, Programa de Pós-Graduação em Geociências – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Graduado em Oceanografia em 2008 na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), atualmente mestrando em Geologia Marinha no Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Carla A. D'AQUINO, Programa de Pós-Graduação em Geociências – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Oceanógrafa com doutorado em Geociências pela UFRGS em 2010. Tem experiência na área de Oceanografia Costeira, com ênfase em Dinâmica de Sedimentos Finos, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica costeira, estuários e material particulado em suspensão. Atualmente bolsista de Pós-doutorado do programa REUNI, junto ao Programa de Pós-Graduação em Geografia, na UFSC.

Carlos A. F. SCHETTINI, Departamento de Oceanografia – DOcean, Universidade Federal de Pernambuco.

Oceanógrafo pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1991), mestrado em Geociências (Geoquímica) pela Universidade Federal Fluminense (1994) e doutorado em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Professor/pesquisador na Universidade do Vale do Itajaí entre 1994 e 2009. Professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS desde 2006. Professor Adjunto no Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (LABOMAR-UFC) entre 2009 e 2010. Professor Titular em Oceanografia Abiótica no Dpto. de Oceanografia da Univ. Federal de Pernambuco. Os principais interesses em pesquisa estão relacionados com hidrodinâmica e processos de transporte em estuários e águas costeiras associadas, embora também atue em estudos interdisciplinares em bacias hidrográficas e plataforma continental. O objetivo geral é a conceptualização dos modos de transferência de massa na interface continente-oceano.

Publicado

2011-12-31

Cómo citar

MANIQUE, G. A., D’AQUINO, C. A., & SCHETTINI, C. A. F. (2011). Transporte de sedimentos em suspensão em um estuário altamente estratificado sob condições de descarga fluvial transiente. Pesquisas Em Geociências, 38(3), 225–234. https://doi.org/10.22456/1807-9806.35159