A representação de personagens com acromatopsia na literatura brasileira contemporânea/The representation of characters with achromatopsia in the contemporary Brazilian literature
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.119583Palavras-chave:
Acromatopsia, Baixa visão, IdentidadeResumo
Partimos do pressuposto de que a luta das pessoas com deficiência não se resume a lidar com as limitações do próprio corpo, ela é também a luta por reconhecimento, respeito e dignidade. Nesse sentido, é importante que seus corpos e suas subjetividades estejam representados na literatura, visto que é a partir da leitura que podemos exercitar nossa alteridade para com os diferentes, bem como encontrar a representação de nós mesmos, devidamente estruturada em narrativa e linguagem que nos ajudem a organizar nossa existência. Pessoas com a condição visual da acromatopsia vivem um complicado limiar, uma vez que passam invisibilizadas pela sociedade e precisam constantemente reafirmar sua identidade. Portanto, o objetivo deste trabalho é investigar a existência de protagonistas com acromatopsia em livros literários da literatura contemporânea brasileira e discutir sua representação à luz das noções de identidade e processo de identificação de Stuart Hall. Encontramos ao menos três obras que abordam de distintas formas a acromatopsia e a relação dos personagens com ela.
Downloads
Referências
BARROS, Alessandra Santana Soares; VIANA, Lívia Silva. A cegueira e a baixa visão na literatura infanto-juvenil. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 27242-27256, mar. 2021.
BARROS, Creusa Marques de Oliveira. Personagens cegas na literatura infantil brasileira: um estudo da obraO menino que via com as mãos, de Alexandre Azevedo. 2020. 25 f. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Letras) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência. Censo Demográfico de 2020 e o mapea-mento das pessoas com deficiência no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cpd/documentos/cinthia-ministerio-da-saude. Acesso em: 31 jul. 2021.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 169-191.
GREGÓRIO, Edemar. Grise: o silêncio das cores. 3. ed. Curitiba: Clube do Autor, 2016.HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução deTomaz Tadeu da Silva. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2020.
HALL, Stuart. Quem precisa de identidade? In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Identidade e dif-erença: a perspectiva dos estudos culturais. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 103-133.
MATOS, Guilherme Garcês. Acromatopsia. Kindle Edition: 2021.
MIANES, Felipe Leão. Marcas de identificação em narrativas autobiográficas de pessoas com defi-ciência visual. 2015. 180 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015.
PEREIRA, Olga Barbosa da Silva. Em preto e branco. Belo Horizonte: [s. n.], 2009.
SACKS, Oliver. A Ilha dos Daltônicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
URBIM, Carlos. Um Guri Daltônico. Ilustração de Eloar Guazzelli. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Direitos AutoraisAutores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License 3.0, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Isenção editorial
O conteúdo dos artigos publicados é de inteira responsabilidade de seus autores, não representando a posição oficial da Revista Nau Literária ou do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ou das instituições parceiras.